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Como destravar o acorde de Si7 no violão: erros comuns e soluções que funcionam

Se você trava sempre que aparece o acorde B7 na cifra, este guia é para você. O Si com sétima (dominante) assusta no começo, mas com alguns ajustes de postura e exercícios curtos ele fica estável, limpo e pronto para entrar no seu repertório de blues, samba, sertanejo e MPB.

Diagrama do acorde de Si7 no violão
Visual do formato aberto tradicional de Si7.

Por que o Si7 aparece tanto?

Musicalmente, ele é o dominante de Mi (função V7), então surge em cadências como E → A → E → Si7 → E, além de ser peça-chave em doze compassos de blues. Traduzindo: dominar esse acorde abre portas para dezenas de músicas em tonalidades populares do violão.

Colocação precisa dos dedos (formato aberto)

Use este mapeamento clássico — toque da quinta à primeira corda e evite a sexta.

Corda Casa Dedo Observação
6ª (E grave) X Abafe com a ponta do indicador ou evite tocar
5ª (A) 2 Médio Base firme, sem encostar na 4ª corda
4ª (D) 1 Indicador Chegue bem perto do traste para não trastejar
3ª (G) 2 Anelar Faça arco para não abafar a 2ª corda
2ª (B) 0 Solta Ela precisa soar livre
1ª (E aguda) 2 Mínimo Mantenha a ponta bem vertical

Dica de ouro: polegar no meio do braço, de frente para o indicador; punho levemente projetado à frente. Isso cria espaço para as pontas dos dedos fazerem arco e evita abafamentos.

Erros comuns e correções rápidas

  • Abafar a 2ª corda (solta): normalmente é o anelar encostando nela. Corrija rotacionando sutilmente a mão no sentido do mínimo e erguendo a ponta do anelar.
  • Ruído na 4ª corda: o indicador pode estar muito atrás do traste. Empurre-o para a “beira” do traste sem passar por cima.
  • Tocar a 6ª corda por engano: treine o ataque consciente começando da 5ª corda; use a ponta do indicador para encostar de leve na 6ª e abafá-la.
  • Tensão exagerada: aplique “força mínima eficaz”. Pressione, toque; se trastejar, aumente 5% a pressão. Repita até encontrar o ponto.

Exercícios de 5 minutos que destravam

  1. Ancoragem de dedo guia: deixe o indicador na 1ª casa da 4ª corda e monte/desmonte o restante da forma 10 vezes, sem perder a posição do indicador.
  2. Pares coordenados: posicione médio (5ª corda, casa 2) e anelar (3ª corda, casa 2) juntos; suba e desça como um “par” por 30 segundos. Depois, mínimo (1ª corda, casa 2) entra e sai mantendo o par firme.
  3. Controle de ruído: toque cada corda isoladamente (5→1) e corrija abafamentos. Só depois toque o acorde inteiro.
  4. Transições-chave: treine A → Si7 (4x), E → Si7 (4x), F#7 → Si7 (4x). Use metrônomo lento (60–70 bpm) e mantenha a mão direita em semínimas.

Ritmos e progressões úteis

Comece com batida para baixo em cada tempo (1 2 3 4). Depois, avance para D DU UDU, mantendo o ataque a partir da 5ª corda. Experimente esta mini-progressão em Mi maior, muito comum em standards simples:

E | A | E | E |
A | A | E | E |
F#7 | A | E | Si7

Toque duas vezes cada compasso, focando na troca limpa para o acorde dominante ao final.

Alternativas e voicings para conforto

  • Formato compacto (x21202): ideal para mãos pequenas; pense em “pinças” — médio e anelar como uma pinça, mínimo chegando por último.
  • Variação com pestana parcial: experimente barrar levemente as cordas 1 e 2 na 2ª casa com o mínimo, mantendo as outras posições. Pode trazer estabilidade em palhetadas rápidas.
  • Versões no meio do braço: em contextos com banda, um voicing a partir da 7ª casa (sem graves) limpa a mix e facilita mudanças rápidas.

Microtécnicas que aceleram o progresso

  • Pré-empilhamento: antes de apertar, “estacione” as pontas exatamente onde vão ficar. Só então aplique pressão — isso treina mira.
  • Silêncio produtivo: após cada sequência, toque o acorde e deixe soar por 4 tempos, ouvindo cada corda. Corrija e repita.
  • Respiração: solte o ar quando montar o acorde. Ajuda a reduzir tensão no antebraço.

Rotina de 10 minutos

  1. 1 min — alongamento leve de dedos e rotação de punho.
  2. 3 min — ancoragem + pares coordenados.
  3. 3 min — progressões (E, A, F#7 e Si7), 60–70 bpm.
  4. 2 min — batida D DU UDU focada no ataque a partir da 5ª.
  5. 1 min — desligue o metrônomo e toque uma música que tenha o acorde, celebrando a fluidez.

Vídeo de apoio

Assista e compare sua postura, ângulo dos dedos e limpeza das cordas:

Checklist final

  • Polegar centralizado no braço; punho ligeiramente avançado.
  • Indicador perto do traste na 4ª corda.
  • Anelar em arco, sem encostar na 2ª corda.
  • Mínimo vertical na 1ª corda.
  • 6ª corda abafada ou evitada.
  • Transições treinadas com metrônomo, devagar e constantes.

Com essas correções e 10 minutos diários, o Si7 deixa de ser um obstáculo e vira um aliado musical — firme, afinado e pronto para qualquer repertório.

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